quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Liberdade na Estrada!




A academia brasileira está prestes a testemunhar uma empreitada intelectual inédita no país. Durante o mês de outubro um grupo de jovens intelectuais percorrerá 13 cidades, de Porto Alegre a Fortaleza, com uma missão: expor aos estudantes universitários brasileiros o pensamento libertário, de apoio ao livre mercado, paz e direitos individuais. O objetivo é apresentar diretamente a tradição liberal, muito distante das caricaturas inventadas por seus oponentes intelectuais, de direita e esquerda, como "neoliberalismo".

A iniciativa é do OrdemLivre.org, projeto da Atlas Economic Research Foundation em cooperação com o Cato Institute, dois think tanks sediados em Washington, sem vínculos partidários e sem qualquer patrocínio estatal. Todo o financiamento do OrdemLivre.org vem de contribuições voluntárias e da venda de publicações.

O projeto consiste na realização de seminários nas principais instituições de ensino do país (UFGRS, UFSC, Unicuritiba, USP, FAAP, Faculdade Mario Schenberg, Ibmec-MG, UFMG, UFES, UFBA, UFAL, UFPE, UFRN, UFC e FA7) com conferências versando sobre crise econômica, globalização, socialismo, cultura. As idéias de liberdade individual são universais, e unem pensadores como Joaquim Nabuco e Friedrich Hayek, mas suas aplicações encontram resistência de grupos de interesse que se beneficiam do status quo. O objetivo é convidar alunos e professores de todas as áreas do ensino para participar de um diálogo aberto que associe a teoria à prática das políticas públicas.

“Por décadas, os intelectuais de esquerda foram praticamente os únicos a apresentar aos estudantes brasileiros uma causa política baseada em princípios”, diz Diogo Costa, coordenador do OrdemLivre.org. “Chegou a hora de mudarmos esse paradigma, e mostrar o liberalismo como um ideal sublime que promove a paz e a prosperidade, e que não tem um histórico sangrento como o do socialismo”. Bruno Garschagen, gerente de relações institucionais do OrdemLivre.org, completa: “o debate entre diferentes correntes filosóficas é necessário para que a Universidade não fique refém das ortodoxias do pensamento de esquerda e permita aos estudantes o acesso a autores e obras liberais”.

Participarão da turnê: Adolfo Sachsida (economista), Bruno Garschagen (cientista político), Diogo Costa (cientista político), Gabriel Gallo (advogado) Hélio Beltrão Jr. (economista), Lucas Mafaldo (filósofo) e Rodrigo Constantino (economista).



Datas e Universidades







05/10 UFRGS
Horário: 8-12h
Local: Auditório da Faculdade de Economia
Av. João Pessoa, 52 UFRGS - Campus Centro
Porto Alegre - RS

06/10 UFSC
Horário: 8h-12h
Local: Auditório do CCJ - Bairro Trindade
Campus Reitor João David Ferreira Lima - Centro de Ciências Jurídicas Florianópolis - SC

07/10 UNICURITIBA
Horário: 8h-12h
Local: Auditório principal da Unicuritiba
Câmpus Milton Vianna Filho: Rua Chile, 1.678 – Rebouças
Curitiba - PR

08/10 USP
Horário: 8h-12h
Local: Auditório FEA 5 – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade
Avenida Professor Luciano Gualberto, 908
São Paulo - SP

08/10 Mario Schenberg
Horário: 19h30-22h30
Local: Auditório Arnaldo Cavalcanti de Albuquerque
Estrada Municipal do Espigão, 1413 - Cotia
São Paulo - SP

09/10 FAAP
Horário: 13h-17h
Local: Sala 3.100
Rua Alagoas, 903 – Consolação - Higienópolis
São Paulo - SP

13/10 Mackenzie RJ
Auditório a definir.

14/10 IBMEC-MG
Horário: 18h-22h
Loca: Ibmec - Minas Gerais

Rua Paraíba, 330 - 4o andar
- Edifício Séculus Business Center
Belo Horizonte - MG

15/10 UFMG
Horário: 8h-12h
Local: Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (FDUFMG)
Praça Afonso Arinos, no endereço Avenida João Pinheiro – n.100, Centro.
Belo Horizonte - MG

16/10 UFES
Horário: 8-12h
Local: Salão Rosa, no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) da Universidade Federal do Espírito Santo
Av. Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras
Vitória - ES

19/10 UFBA
Horário: 13-17h
Local: Auditório do Pavilhão de Aulas da Federação III (próximo à Biblioteca Central Reitor Macedo Costa)
Avenida Adhemar de Barros, s/nº - Campus Universitário de Ondina
Salvador - BA

20/10 UFAL
Horário: 8h-12h
Auditório do CSAU – Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Campus A. C. Simões, BR 104 - Norte, Km 97, Tabuleiro dos Martins
Maceió - AL

21/10 UFPE
Horário: 8-12h
Local: Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal de Pernambuco
Avenida Acadêmico Hélio Ramos, s/nº, Cidade Universitária
Recife - PE

22/10 UFRN
Horário: 8-12h
Local: Auditório do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Ciências Sociais (NEPSA) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Natal - RN

23/10 UFC
Horário: 8-12h
Local: Auditório Geraldo da Silva Nobre
Av. da Universidade, 2486 – Benfica
Fortaleza - CE

23/10 FA7
Horário: 18-22h
Local: Teatro da FA7
Rua Almirante Maximiniano da Fonseca, 1395
Fortaleza - CE

quinta-feira, 11 de junho de 2009

USP - estudantes fazem manifesto contra a polícia no Campus

Esse é o nosso Brasil do século XXI, senhoras e senhores. Enquanto o país inteiro clama por segurança, e empreende todos os esforços na tentativa de equipar, treinar, e disponibilizar policiais para os diversos setores da sociedade, alguns estudantes da Universidade de São Paulo fazem manifesto, com direito a coação a base de palavras de ordem (um uníssono e vergonhoso "FORA PM"), para que a Polícia se retire de seus campi.



Para eles, ainda estamos no século passado. Mais ainda, voltamos 50 anos no tempo, e caímos em maio de 68, no auge da Ditadura Militar.

UnB - ocupação da Reitoria cai na banalidade

Mais uma vez, temos a reitoria da Universidade de Brasília ocupada por estudantes. Desta vez a razão é banal: cerca de 40 alunos clamam por melhores condições na CEU - Casa do Estudante Universitário, e pela saída da Decana de Assuntos Comunitários Rachel Nunes, acusada de agir com "truculência" em problemas relativos à Casa. É de conhecimento de todos que na CEU existem pessoas que há muito perderam o direito de lá morar (ex-estudantes). A tentativa da Decana de retirar essas pessoas por vias judiciais legais é considerada "truculência" pelos manifestantes. Já a invasão deles à reitoria é um ato "pacífico e democrático".

A sociedade brasileira teve o desprazer de assistir, ano passado, à deposição do então reitor da Universidade de Brasília, Sr Timothy Mulholand, ocasionada por uma série de manifestações estudantis, das quais a mais famosa foi a invasão da reitoria por estudantes daquela universidade.

Se o ex-reitor é mesmo culpado pelos crimes de que foi acusado, deixamos essa questão para a Justiça decidir. Embora muitas vezes falho e quase sempre lento em demasia, o Poder Judiciário brasileiro é o único que tem o poder de julgar e condenar uma pessoa. Não fosse assim estaríamos vivendo hoje sob a barbárie de justiceiros, pessoas com a primitiva idéia de fazer justiça com as próprias mãos.

E é justamente por tal razão que nos colocamos veementemente contra a este tipo de "manifestação". A invasão a prédios públicos é crime previsto em lei. Se a manifestação ocorresse em frente a reitoria, ela seria de fato pacífica, legal, e teria todo o apoio que uma sociedade livre pode oferecer. Mas uma manifestação que ocorre à revelia do que rege a lei de um país democrático não tem outra conseqüência a não ser dividir a opinião pública entre aqueles que, corretamente, vêem nisso um erro, e aqueles que, maquiavelicamente, consideram que os fins justificam os meios.

A conclusão de tão lamentáveos acontecimentos não pode ser outra: a ocupação de reitorias teve seu auge em 2007 e 2008 (Unesp, USP, UnB,..) quando ainda tinham o poder de chocar a sociedade. Hoje, e da forma mais previsível, o ato está caindo na banalidade. Invade-se por qualquer motivo. Amanhã a reitoria de sua universidade pode ser invadida porque o bebedouro do bloco da Física está com defeito.

A Universidade Brasileira continua em marcha acelerada para o retrocesso.

sábado, 25 de abril de 2009

UESC - O pensamento único "neoliberal"

O advogado Edgard Freitas, estudante da UESC, espantado com a declaração de uma militante do PCdoB de que "o pensamento neoliberal sufocou o debate político nas universidades brasileiras", realizou uma pesquisa muito interessante e postou em seu blog. A idéia era comparar a literatura esquerdista com a literatura liberal (ou não-esquerdista) da biblioteca da universidade. Segue um trecho de sua postagem:

"Parto da premissa de que não há ideologia sem ideólogos. Para atingir a hegemonia, a ponto de gerar "pensamento único" e "sufocar o debate", imagino que a literatura liberal deva ser dominante, ao menos na biblioteca. É o mínimo que se espera.

Fiz uma comparação da quantidade de livros/referência de autores marxistas (ou esquerdistas) e não marxistas no site da Biblioteca:

Adam Smith: 8 referências
Karl Marx: 66 referências

Olavo de Carvalho: 1 referência
Antônio Gramsci: 33 referências

Friedrich Hayek: 1 referência
Lênin: 36 referências

Aristóteles: 38 referências
Paulo Freire: 100 referências

Milton Friedman: 5 referências
Emir Sader: 15 referências

"O Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano": 0 exemplares
"As veias abertas da América Latina": 10 exemplares

Paulo Ferreira da Cunha: 0 referências
Boaventura Sousa Santos: 7 referências

José Guilherme Merquior: 7 referências (0 para o livro dele sobre Foucault)
Michel Foucault: 36 referências

Roberto Campos: 4 livros
Celso Furtado: 31 referências

Paul Johnson: 0 referências
Eric Hobsbawm: 14 referências

George Orwell: 4 referências
Bertolt Brecht: 10 referências

Raymond Aron: 5 referências
Florestan Fernandes: 28 referências

Julián Marías: 6 referências
Marilena Chauí: 26 referências

Editora Instituto Liberal: 0 referências
Editora Paz e Terra: 234 referências

Vêem a completa distorção? A literatura filomarxista é francamente majoritária na Universidade e vem gente reclamar de "hegemonia neoliberal"!

UnB - Uma Aliança pela Liberdade

Na UnB o MEL apóia a Chapa 4 - Aliança pela Liberdade!

A Universidade de Brasília tem toda uma história de luta pela Liberdade, isso é incontestável. O que precisa ser compreendido é como esse processo se deu. À época da Ditadura Militar, quando o campus Darcy Ribeiro chegou a ser invadido e estudantes eram presos e torturados, tínhamos um governo opressor que, para se manter no poder, acusava seus opositores do "crime" de comunismo, e se legitimava através da ameaça de golpe comunista.

Assim, no Brasil, bem como em toda a América Latina, criou-se uma esdrúxula associação entre socialismo e liberdade. Entretanto, o que nem sempre se percebe é que, tanto a Ditadura Militar quanto um suposto governo Socialista ou Comunista padecem do mesmo erro: ambos são totalitários. Enquanto os militares impunham seu autoritarismo, todos aqueles que lutavam contra eles estavam em defesa da Liberdade. E o governo chamava a todos de comunistas, daí a associação. Ora, qualquer liberal seria considerado comunista àquele tempo, pois também se colocaria na frente de batalha contra a opressão. Entretanto, o que geralmente passa despercebido é: se os opositores fossem realmente comunistas, e tomassem o poder, teríamos um governo tão ou mais autoritário que os dos militares. Quem mataria mais, não dá pra saber. Se podemos justificar a imposição de uma "ditadura branda" por ser a única alternativa a uma suposta ditadura mais violenta, a questão é bem mais complicada, e não cabe discutir aqui. O fato é que, por conclusão precipitada da luta contra os milicos, tiramos a dicotomia errônea de que a "Direita" representa o autoritarismo, e a "Esquerda", a liberdade. Não há nada mais errado que isto.

Dessa forma, UnB foi mais uma das instituições brasileiras traumatizadas pela ditadura, e tornada cega pela difusão da ideologia esquerdista. A propagação do socialismo e do comunismo como filosofias centrais para a política na Universidade é tamanha que pouco se houve falar na sua principal corrente opositora: o liberalismo. A cegueira é tanta que mesmo professores de Economia, curso que tem por obrigação abranger todos os pensamentos econômicos, simplesmente desconhecem a escola Austríaca, chegando, no máximo, a ventilar de leve a escola de Chicago -- e, claro, mais carregados de preconceitos que de qualquer outra coisa. Para eles, Roberto Campos é o que há de pensamento mais liberal produzido no Brasil. Não é. Para eles, liberalismo é apenas uma teoria econômica. Também não é.

Então, em 2009, temos as seguintes chapas concorrendo ao DCE - Diretório Central dos Estudantes, da UnB:

Chapa 1: Apenas começamos;
Chapa 2: Unidade na Diversidade;
Chapa 3: Pra fazer diferente;
Chapa 4: Aliança pela liberdade;
Chapa 5: Oposição à burocracia.

Que também pode ser lida dessa forma:

Chapa 1: PSOL, PSTU
Chapa 2: PCdoB, PT, PSB
Chapa 3: PT, PDT
Chapa 4: "Direita"
Chapa 5: PCO

Vejam quantos partidos brasileiros estão presentes na eleição de um órgão que deveria representar exclusivamente a classe estudantil. Percebam quantos deles têm algo de socialista ou comunista. Apenas a chapa 4 escapa dessa tradição. É pouco, mas já é um começo.

Que a Universidade de Brasília consiga se livrar das correntes com que os partidos de esquerda a aprisionam, e possa continuar lutando pela Liberdade. Todo apoio à Chapa 4.

sábado, 6 de dezembro de 2008

UFBA - para ser eleito, tem que ser de Esquerda!

Pasmem os leitores: na Universidade Federal da Bahia - UFBA, aqueles que não lutarem pelo projeto histórico socialista de sociedade, seja lá o que isso for, não podem integrar o DCE daquela universidade. A razão está nada mais nada menos que em seu próprio Estatuto, que diz:



Esses são os fins do DCE da UFBA, sacramentados em um estatuto que todo integrante do DCE deve respeitar. E se o estudante não concordar com o "projeto histórico socialista de sociedade"? Fica a pergunta em aberto.

Em tempo, ainda não temos nenhuma chapa de cunho liberal na UFBA. Mas já contactamos alguns interessados. Haverá uma reunião no próximo dia 13 onde será debatido o assunto. Logo mais a Bahia também estará pintada de azul.

E viva o Senhor do Bonfim :)

O começo

O Movimento Estudantil Livre traz como proposta uma mudança de cultura para a universidade brasileira. A idéia de que o Estado deve prover uma educação "pública, gratuita e de qualidade" passa a dar lugar à idéia de que estudantes, professores, sociedade civil e empresas privadas podem, agindo livremente, promover o desenvolvimento da educação de forma mais democrática e justa.

Acreditamos que muito embora os defensores do Estado sejam plenos das mais nobres intenções, são ao mesmo tempo vazios da mais tênue capacidade de implementá-las. Prova disso é a atual situação do nosso Ensino Superior. Criada e mantida pela administração pública desde sempre, com sua ideologia socialista, a universidade brasileira se tornou elitista, injusta e ineficiente, incapaz de fazer frente às necessidades de nossa época.

Neste cenário, cremos que seu pior obstáculo é a ideologia que contamina o ambiente universitário. A idéia do Estado como principal provedor, ainda que em tese tenha por fim uma sociedade mais justa, não se sustenta. Pelo contrário, é justamente a administração estatal que proporciona as tão graves injustiças de que é vítima a sociedade brasileira - não o mercado.

Pensando assim, e tendo a convicção de que a melhoria da educação passa por uma maior aproximação aos mecanismos de livre mercado, pela livre iniciativa, pelo empreededorismo, um grupo de estudantes (representantes dos estados do CE, DF, MG, PR, RS e SP) resolveram criar o ME Livre. Nossa missão já está dada: queremos trazer o ideal da Liberdade para a universidade brasileira. Nosso objetivo é oferecer essa alternativa à comunidade acadêmica, nesses tempos tão improváveis, quando pululam bandeiras vermelhas por todos os lugares. Nossa meta é, a despeito de todas as dificuldades, pintar o Brasil de azul.